
Uma pesquisa divulgada pelo Procon revelou diferenças significativas nos preços dos combustíveis praticados na Cidade. O levantamento, realizado na primeira semana de julho, apurou os valores em 80 postos de abastecimento e identificou variação de até 25,79% entre o menor e o maior preço do etanol.
De acordo com os dados, o litro do etanol foi encontrado entre R$ 3,49 e R$ 4,39. A gasolina aditivada apresentou variação de 19,68%, com valores entre R$ 5,59 e R$ 6,69. Já a gasolina comum variou 16,39%, sendo vendida entre R$ 5,49 e R$ 6,39. O diesel S10 teve oscilação de 18,21% (de R$ 5,49 a R$ 6,49), enquanto o diesel S500 registrou a menor diferença: 14,84%, com preços entre R$ 5,39 e R$ 6,19.
A coordenadora do Procon de Maringá, coronel Aldilene Souza, destaca que o levantamento permite ao consumidor identificar oportunidades de economia. “Essa pesquisa é fundamental para oferecer uma visão ampla do mercado e auxiliar na tomada de decisão. O objetivo final é sempre garantir economia ao consumidor”.
A pesquisa considera os preços praticados à vista, sem levar em conta promoções, programas de fidelidade ou descontos oferecidos por aplicativos. Os valores estão sujeitos a variação diária, conforme a política de cada estabelecimento.
FISCALIZAÇÃO
No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou, durante evento no Rio de Janeiro, que os órgãos de defesa do consumidor intensifiquem a fiscalização sobre os preços dos combustíveis. Lula criticou a falta de repasse ao consumidor das reduções anunciadas pela Petrobras e questionou os altos preços finais dos produtos, mesmo com queda nos valores da refinaria.
“Não é possível que a Petrobras anuncie o desconto de um centavo e esse desconto não chegue para o consumidor”, disse o presidente. “Se a Petrobras entrega o gás de cozinha a R$ 37, como ele chega a R$ 140 nas casas das pessoas? Alguém está ganhando demais”, afirmou.
Lula também citou órgãos como a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a Agência Nacional do Petróleo (ANP), os Procons estaduais, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Polícia Federal, e cobrou que atuem para impedir abusos.
Da Redação
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