
No “momento um” da história da humanidade havia o “Homo Ignarus”. “Gnós” em grego é “saber”, “conhecer”. Em inglês é “to know”. “In-gnorar” (> ignorar) é “não saber”. Quem “ignora” é “ignorante”. O homem era “ignorante” porque não sabia nada. Era como qualquer outro animal, com a diferença de que nascera equipado para progredir.
Portador de um cérebro sofisticado, foi paulatinamente aprendendo coisas, evoluindo assim para a condição de “Homo Sapiens” – um processo infinito que começou nas cavernas e já está na era da inteligência artificial.
Todavia o desenvolvimento como “Homo Sapiens” era insuficiente. Na medida em que ia crescendo em conhecimento, o “ser superior” foi sentindo a necessidade de se aperfeiçoar também como “Homo Politicus”, ou seja, como “ser social”, capaz de conviver civilizadamente com os demais cidadãos. Isso passou a exigir das famílias que incluíssem na educação das crianças e dos jovens a valorização e o fortalecimento de um conjunto de virtudes: honestidade, solidariedade, respeito mútuo, bons modos etc., condições indispensáveis para a formação de uma sociedade justa, livre e democrática.
Porém era pouco ainda. Para completar a construção do homem como um ser capacitado para ser feliz, era preciso que se unissem uns aos outros num esforço conjunto visando à evolução para o estágio de “Homo Sanctus”.
Entenda-se “santo” no seu significado original: alguém espiritualmente sadio, condição resultante do acréscimo de algumas virtudes ainda mais elevadas na escala da perfeição: fraternidade, bondade, ternura, pureza de coração, amor ao próximo e a tudo o que existe na natureza.
Assim teremos enfim o ser humano (homem e mulher) em grau de excelência – um ser de fato superior, plenamente desenvolvido em três sentidos: sapiens, politicus et sanctus – sábio, sociável e santo.
Dizem que em alguns lugares a qualidade de vida já está perto de alcançar esse nível. Se as pessoas de boa vontade se unirem, chegaremos todos lá
A. A. de Assis
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