
Livre arbítrio, numa definição filosófica, é a capacidade que temos de tomar decisões e realizar ações de forma autônoma e consciente, sem ser determinado por causas externas ou internas, sendo essencial para a responsabilidade moral.
A inspiração para reflexões, sobre o tema, nos veio lendo uma postagem em rede social , em página atribuída ao Padre Zezinho. Digo atribuída porque nunca há certeza absoluta de que páginas de famosos sejam deles mesmos, e não fakes, mas o texto nos pareceu atual, embora levante dúvidas sobre sua origem, e se não seria produzido por IA, por isso fizemos algumas alterações, conservando o sentido, que é o que importa, a nosso ver:
‘Existe uma pista na rodovia que uso. Não é nem pró centro, nem pró direita , nem esquerda, tudo depende de onde eu quero ir . A rodovia não decide, nem o Governo. Só Deus que me criou é quem me governa e decide, e Ele, sendo pró liberdade, me deixa livre para eu decidir a direção que sigo.
Há normas bem claras, que passam pela caridade e fraternidade. As pistas passam por baixo e por cima , e mais adiante tomam outra rodovia , que não vai nem para o Rio nem para São Paulo . Estradas não levam, apenas possibilitam. A estrada que uso, muitas vezes muda de direção, mas eu sou livre para ir ou não ir . Tenho alternativas.
Às vezes vou pelo centro, às vezes pela direita, às vezes pela esquerda , três vezes passo por baixo e três vezes por cima . Como sei aonde quero ir , sou eu quem decide as direções. Nunca é a ideologia , mas muitas vezes são as ideias. Na política e na religião sucede o mesmo . A estrada da vida tem seu traçado , mas a decisão é minha .
Dias atrás houve um acidente e eu fui pela direita , virei para o centro e depois rumei para a esquerda . Na volta peguei o centro , depois usei a esquerda e depois a direita , outra vez passei por cima e por baixo , mas cheguei . Ninguém decidiu por mim . Deus me criou com liberdade. O que estou querendo dizer ?
Que sou cidadão sujeito a leis do trânsito , mas que sei me dirigir na vida . Eu tenho fé , mas a Igreja não me formatou . Ela me formou e mostrou-me o rumo, agora é comigo. Somos livres em Cristo . Há coisas proibidas e outras permitidas, as escolhas em geral são minhas. Ainda tenho lucidez para decidir o que quero e que direções tomar. Um dia , talvez outros decidirão . AVC, acidentes , alguma enfermidade. Aí precisarei dos cuidadores .
O mundo , porém, costuma ser ditatorial . Mas na nossa Igreja, devidamente evangelizados , a decisão é nossa. Não se vai para o Céu nem para o Inferno à força. Erra a direção só aquele ou aquela que nunca teve rumo nem prumo . Fez o que sempre quis e agora amarga o preço da insatisfação . Nada está bom para ele ou ela, porque nada esteve bom … Quem nunca aprendeu a CONVIVER nunca aprendeu a VIVER. Deus não obriga nem nos força, o que ele faz é dar-nos forças.’
Vejamos, agora, o entendimento de Wilson Custódio Filho, à luz da Doutrina Espírita, sobre livre-arbítrio:
Livre-arbítrio é a ferramenta pela qual o Espírito progride, aprendendo a distinguir, sem dúvida, o bem do mal e assumindo as consequências de suas próprias decisões. Trata-se de uma lei natural de cunho moral que garante a cada Ser a possibilidade de crescer por si mesmo, sem imposições divinas, mas também sem eximir-se. Contudo, esse princípio nem sempre é corretamente compreendido, e tais distorções de entendimento têm gerado prejuízos significativos ao progresso espiritual.
Entre essas distorções, talvez a mais comum seja a confusão entre escolha e livre-arbítrio. A escolha é ato momentâneo, movido por preferências, emoções ou conveniências. O livre-arbítrio, ao contrário, é expressão da consciência moral, construída ao longo das experiências do Espírito. Enquanto a escolha nasce do impulso, o livre-arbítrio amadurece no discernimento.
Concluindo, digo eu , as escolhas são nossas, pois temos o livre- arbítrio para escolhermos. Certo ?
Akino Maringá, colaborador
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