
Diversos moradores de Maringá têm relatado dificuldades para conseguir atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) Internorte, no bairro Vila Nova. Um morador, que preferiu não se identificar, denunciou à redação do GMC Online que atualmente a unidade conta com apenas uma médica em atividade, já que a outra está afastada por licença-maternidade.
“Essa médica não abre atendimento ao público, apenas para gestantes e para prescrição de medicamentos de uso contínuo. Já faz muito tempo que está nessa situação”, disse o morador. Ele afirma ainda que quando a profissional precisa se afastar, ninguém substitui: “Quando ela pega atestado, não fica ninguém. É um descaso com a população”.
Outra moradora, Maria Clara Rabelo, relatou dificuldades para marcar consultas de rotina. “Tenho que ir todos os dias para tentar conseguir atendimento. Já perdi a conta de quantas vezes voltei para casa sem ser atendida. Parece que quem mora aqui não tem prioridade”, afirmou.
Rabelo também comentou que sua mãe, idosa, já desistiu de ir até o local, justamente pela falta de atendimento. “Minha mãe precisa ser ir até o local, para pegar seus remédios e fazer as consultas de rotina, mas nunca tem ninguém e quando tem, a espera é de horas. Não dá pra continuar nessa situação”, declarou.
Em nota, a Secretaria de Saúde confirmou que uma das médicas da UBS Internorte está de licença-maternidade, mas informou que a unidade não está sem atendimento.
A pasta esclarece que a UBS conta com uma médica fixa que atende diariamente, das 7h às 17h, além de quatro médicos clínicos que atuam na unidade ao longo da semana, em escalas específicas. A secretaria destacou que o atendimento é oferecido ao público em geral, mas gestantes têm prioridade, conforme protocolos da rede municipal.
Sobre afastamentos por atestado, a secretaria afirmou que este é um direito garantido a qualquer trabalhador e que, nesses casos, as agendas são reorganizadas para garantir que todos os pacientes sejam atendidos.
A Prefeitura orienta que demandas e reclamações sobre a rede municipal de saúde sejam registradas na Ouvidoria da Saúde, pelo telefone 160.
Alexia Alves
Foto – Reprodução
