
O trecho da BR-376 que liga Maringá a Marialva, no Noroeste do Paraná, está entre os mais perigosos do País, segundo levantamento da Confederação Nacional de Transportes. O estudo aponta um alto número de acidentes e mortes registrados ao longo de 2025.
De acordo com os dados, foram contabilizados 110 acidentes e oito mortes em Marialva, além de 126 acidentes e oito mortes em Maringá no período analisado.
Em entrevista para a CBN Maringá, o inspetor-chefe da Polícia Rodoviária Federal em Maringá, Pedro Faria, explicou que a situação é resultado de diversos fatores, entre eles o grande volume de veículos, o aumento do número de motocicletas e comportamentos de risco no trânsito.
“Temos observado acidentes envolvendo motociclistas, motoristas com pressa e uso do celular ao volante. Os retornos em nível nessa rodovia são pontos de risco constantes. Muitos condutores avançam a preferencial e acabam provocando acidentes graves”, afirmou.
Segundo o inspetor, a PRF mantém ações de fiscalização e orientação educativa no trecho, mas o volume de ocorrências ainda preocupa as autoridades. Apesar da alta quantidade de acidentes, a PRF observa que o trecho urbano da rodovia em Maringá apresenta menor índice de letalidade. Um dos fatores apontados é a presença de radares que controlam a velocidade, principalmente na Avenida Colombo, onde a rodovia atravessa a área urbana da Cidade.
“Os radares têm contribuído para reduzir a gravidade dos acidentes. Ainda assim, observamos um aumento do fluxo de veículos e motocicletas, principalmente em horários de pico e durante o transporte da safra”, explicou Faria.
Entre as medidas que podem ajudar a reduzir o fluxo na rodovia está a construção do Contorno Sul Metropolitano de Maringá, recentemente autorizado pelo governo federal. A obra deverá ligar a região do Jardim de Monet, em Maringá, ao contorno de Marialva, criando uma nova alternativa de tráfego para veículos e, principalmente, para o transporte de cargas.
Segundo especialistas e autoridades de trânsito, a nova ligação poderá desafogar o tráfego na BR-376, reduzindo conflitos entre veículos pesados, carros e motocicletas.
O levantamento da CNT também apontou outros pontos críticos nas rodovias brasileiras. A BR-101, em Santa Catarina, lidera o ranking nacional em número de mortes, com 154 ocorrências registradas.
Já a BR-376 aparece novamente entre os trechos mais perigosos do país entre os quilômetros 180 e 190, com 110 acidentes e oito mortes em apenas 10 quilômetros. Outros segmentos da mesma rodovia, como os primeiros 10 quilômetros, registraram 123 acidentes e seis mortes, indicando que toda a extensão exige atenção redobrada por parte dos motoristas.
Diante do cenário, a PRF reforça a orientação para que condutores respeitem os limites de velocidade, evitem o uso do celular ao volante e redobrem a atenção, principalmente nos pontos de retorno e nos horários de maior movimento.
Alexia Alves
Foto – Prefeitura de Sarandi
