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Prefeitura tenta novamente implantar aluguel de bikes e patinetes

Maringá prevê 12 estações de bicicletas e patinetes compartilhados em novo edital

A Prefeitura de Maringá publicou ontem, 09, um novo credenciamento para empresas interessadas em instalar e operar um sistema de compartilhamento de bicicletas convencionais e patinetes elétricos no município. A abertura das propostas está prevista para 16 de novembro, às 9h. O projeto prevê a implantação de 12 estações em espaços públicos, com possibilidade de expansão após estudos da Secretaria de Mobilidade Urbana.

O contrato terá duração de 60 meses e ficará sob responsabilidade da empresa credenciada, que deverá instalar as estações, disponibilizar os veículos e realizar a manutenção mensal dos equipamentos e dos espaços utilizados. A operadora poderá cobrar dos usuários pela ativação do aluguel e pelo tempo de utilização dos veículos, respeitando os valores máximos definidos no edital.

Para as bicicletas, a tarifa máxima prevista é de R$ 2 de ativação, mais R$ 0,50 por minuto de uso. No caso dos patinetes elétricos, a cobrança poderá chegar a R$ 3 de ativação e R$ 0,75 por minuto. Os valores das bicicletas permanecem iguais aos do edital publicado em fevereiro, enquanto as tarifas dos patinetes foram reduzidas. Na tentativa anterior, a Prefeitura previa ativação de R$ 3,50 e cobrança de R$ 1 por minuto para os veículos elétricos.

Esta será a segunda tentativa de implantação do sistema pela administração municipal. Entre junho de 2024 e março de 2025, Maringá contou com um serviço semelhante operado pela Sancor Seguros, que disponibilizou 120 bicicletas e 100 patinetes para compartilhamento. Após o encerramento do contrato, em 2025, a empresa não demonstrou interesse em continuar a operação.

Para Ingrid dos Santos Ramos, que utilizava os aparelhos frequentemente, a licitação é uma ótima notícia. “Eu utilizava muito os patinetes, achava super prático! Espero que tenha em mais pontos para que melhore a mobilidade urbana no geral, é bem mais prático do que andar de carro”.

Já para Rafael Ravaneli, os preços acabam não atraindo o grande público. “Dependendo da distância, as vezes acaba compensando bem mais pegar um carro de aplicativo, por exemplo. Acho o custo bem alto para algo que deveria ser sustentável”, comentou.

Em fevereiro deste ano, a Prefeitura publicou um novo edital, mas a licitação foi considerada fracassada pela ausência de empresas interessadas. Com o novo credenciamento, o município busca viabilizar novamente o serviço de mobilidade compartilhada.

Alexia Alves
Foto – PMM

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