
Os docentes da Universidade Estadual de Maringá (UEM), por meio da Seção Sindical (Sesduem), anunciaram que farão uma paralisação no dia 29 de abril de 2025, em protesto contra a defasagem salarial que ultrapassa 47% desde 2016.
A decisão foi tomada em assembleia realizada no dia 25 de março e tem como principal reivindicação a recomposição salarial dos professores, além de melhorias nas condições de trabalho e infraestrutura da universidade.
A categoria questiona a alegação do Governo do Paraná de ter promovido reestruturações de carreira em 2023, com reajustes salariais superiores à inflação para todos os servidores públicos.
Para os docentes, no entanto, essa narrativa não reflete a realidade da categoria. Apenas no final de 2023, após a greve da classe, foi concedido um reajuste nos Adicionais de Titulação (AT), mas com distorções: percentuais menores para mestres e especialistas, além da exclusão de docentes com graduação, afetando tanto os professores em atividade quanto aposentados.
Segundo a Sesduem, o reajuste concedido nos ATs não deveria ser considerado como reposição inflacionária, mas sim como valorização da titulação dos docentes. Mesmo assim, a categoria destaca que os salários dos doutores ainda acumulam uma defasagem de 25,72% em relação a 2016.
Essa falta de correção adequada impacta a qualidade do ensino e da pesquisa nas universidades estaduais do Paraná, com efeitos negativos na manutenção e evolução das instituições de ensino superior.
Além da recomposição salarial, os professores também estão reivindicando melhorias em várias áreas. A Sesduem exige isonomia entre professores temporários e aposentados, a realização de concursos públicos em número suficiente para atender as necessidades da instituição e a revogação da Lei Geral das Universidades (LGU), considerada prejudicial à autonomia universitária.
A direção do sindicato também fez um apelo à Reitoria da UEM, solicitando que a gestão universitária se posicione publicamente em defesa dos professores e assegure o respeito ao direito de paralisação. “É fundamental que a principal representação institucional da UEM se manifeste em defesa dos professores, que são parte essencial do desenvolvimento científico e educacional do ensino superior público paranaense”, afirma a Sesduem.
Da Redação
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