
O Procon anunciou na última quinta-feira, 12, que irá notificar as distribuidoras de combustíveis que atendem os postos da Cidade, após consumidores registrarem altas expressivas nos preços da gasolina e do diesel desde a semana passada.
Segundo o aplicativo “Menor Preço”, da Secretaria de Estado da Fazenda do Paraná (SeFaz), alguns postos de Maringá estavam vendendo a gasolina comum a R$ 7,19 por litro nesta sexta-feira (13), valor R$ 0,40 superior ao maior preço registrado na última pesquisa do Procon, realizada em 6 de março, quando a gasolina custava até R$ 6,79.
De acordo com a Prefeitura de Maringá, “até o momento, foi constatado que as recentes variações nos preços estão relacionadas, principalmente, ao repasse feito pelas distribuidoras aos postos”. Por isso, o Procon notificará as empresas para que apresentem informações detalhadas sobre os valores de aquisição e repasse dos combustíveis, com o objetivo de garantir transparência e verificar a regularidade na formação dos preços.
Postos consultados pela reportagem afirmam que a alta nos preços é repassada pelas distribuidoras, que também teriam sofrido variações volumosas, e relatam que algumas justificativas incluem o impacto da guerra no Oriente Médio.
O Paranapetro também criticou o comportamento das distribuidoras, afirmando que elas repassam rapidamente as altas aos postos, mas demoram ou não repassam integralmente as reduções de preços.
Segundo o sindicato, o aumento foi mais significativo no diesel, mas também afetou a gasolina, e o etanol teve alta acumulada de 3,13% nas usinas de cana-de-açúcar na última semana.
A variação do preço da gasolina comum chegou a 18,75%, segundo o Procon, e os consumidores têm sentido o efeito diretamente nos postos de Maringá. O órgão reforça que a fiscalização busca garantir o cumprimento da legislação e a transparência na cadeia de comercialização, protegendo os direitos dos consumidores.
Alexia Alves
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