
Maringá lidera o ranking de valorização da terra rural no Paraná. Segundo levantamento do setor imobiliário e dados da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o hectare agricultável do tipo A-I no município chega a R$ 181,3 mil, o maior valor do Estado.
O índice coloca Maringá à frente de outros mercados considerados também valorizados, como, Foz do Iguaçu, onde o hectare é estimado em R$ 180,1 mil. Na sequência aparecem municípios como Floresta, Ivatuba, Paiçandu e Sarandi, com valores próximos a R$ 178 mil por hectare.
Especialistas afirmam que a valorização da terra em Maringá decorre da combinação entre a alta demanda, a escassez de áreas disponíveis e a crescente pressão da expansão urbana sobre o meio rural.
Segundo o vice-presidente regional noroeste do Secovi-PR, Marco Tadeu Barbosa, em comentário sobre o preço da terra no município em 2025, quando também registrou o maior valor do Estado, o mercado segue a lógica da oferta e da procura em um contexto de oferta limitada de terrenos. “Temos poucos vazios urbanos, e isso faz com que esses espaços restantes se valorizem mais. É a lei da oferta e da procura”, afirmou.
Além da limitação territorial, a expansão do agronegócio e a proximidade entre áreas rurais e urbanas também influenciam os preços, já que a disputa por terrenos encarece tanto o uso agrícola quanto a implantação de novos empreendimentos imobiliários.
O levantamento da Seab também mostra que os valores variam significativamente conforme a classificação do solo. Enquanto terras do tipo A-I concentram os maiores preços, áreas enquadradas na categoria C-VIII, voltadas à servidão florestal e com restrições de uso, apresentam valores bem inferiores.
Para analistas do mercado imobiliário rural, o cenário atual indica que a tendência de alta deve se manter, impulsionada pela escassez de terras disponíveis, pela demanda do agronegócio e pela valorização de regiões com alta produtividade.
A terra agrícola em Maringá, além de liderar o ranking estadual, é vista como um dos principais indicadores da pressão sobre o uso do solo em áreas produtivas do Paraná, com reflexos diretos no mercado imobiliário e no planejamento urbano da região.
Da Redação
Foto – Reprodução
