Início Destaques do Dia Laudo pericial deve definir responsabilidades por defeitos na pista emborrachada

Laudo pericial deve definir responsabilidades por defeitos na pista emborrachada

A pista custou cerca de R$ 4 milhões e vem recebendo críticas desde os primeiros meses de uso

A aguardada perícia judicial na pista emborrachada do Parque do Ingá foi realizada ontem. O procedimento faz parte da ação civil pública que apura possíveis irregularidades na execução da obra e que pode resultar no ressarcimento de aproximadamente R$ 7,3 milhões aos cofres públicos, valor atualizado da ação movida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR).

A análise técnica tem como objetivo identificar as causas dos problemas apresentados pela pista, inaugurada em setembro de 2021 com investimento de cerca de R$ 4 milhões. Desde os primeiros meses de uso, o local passou a apresentar desníveis, buracos e desprendimento do revestimento emborrachado, situação que gerou reclamações de frequentadores e levou à judicialização do caso.

Em entrevista à RICTv, o prefeito de Maringá, Silvio Barros, destacou que a perícia é fundamental para esclarecer as responsabilidades pelos defeitos encontrados na obra.

“Toda perícia judicial tem que ser acompanhada por um assistente das partes envolvidas. A Prefeitura tem um assistente e nós não temos influência no trabalho. Vamos acompanhando o trabalho e, se por acaso houver alguma discrepância que precise ser revalidada, ele conversa com o perito. Então o resultado fica de acordo para todas as partes”, afirmou.

Segundo o prefeito, a principal questão a ser esclarecida é a origem do problema que comprometeu a estrutura da pista. “O problema que aconteceu com a pista é que ela saiu do lugar. O Ministério Público irá questionar se foi um erro de projeto, da empresa que instalou ou de quem criou o problema. A maneira de saber agora onde está a origem disso é através da perícia”.

AÇÃO

A pista emborrachada foi entregue à população em setembro de 2021 como uma alternativa mais confortável para caminhadas e corridas. No entanto, cerca de cinco meses depois, fortes chuvas removeram parte do material, revelando falhas que se agravaram com o passar do tempo.

De acordo com o Ministério Público, a ação judicial aponta quatro irregularidades principais: erros no projeto arquitetônico, falhas na aprovação da obra, omissão da gestão responsável por não exigir correções da empresa contratada e possíveis falhas da construtora relacionadas à segurança e durabilidade do pavimento.

Inicialmente, o MP pediu o ressarcimento de R$ 4,247 milhões. Com a incidência de juros e correção monetária desde setembro de 2021, o valor atualmente é estimado em cerca de R$ 7,3 milhões.

Em janeiro deste ano, o prefeito Silvio Barros anunciou que a pista emborrachada seria retirada, mas ressaltou que a medida depende da conclusão das análises judiciais.

A retirada da estrutura também é uma reivindicação antiga de moradores e usuários do Parque do Ingá. Em dezembro do ano passado, uma associação de moradores protocolou pedido formal para a remoção do piso, alegando riscos à segurança dos frequentadores.

Alexia Alves
Foto – Reprodução

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