
O programa Bolsa Família destinou cerca de R$ 50 milhões às famílias de Maringá nos primeiros seis meses de 2026. Os dados foram atualizados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome ontem, 01, e mostram que, somente em junho, o município recebeu R$ 8,39 milhões em repasses.
Atualmente, 12.403 famílias maringaenses são beneficiadas pelo programa, totalizando 32.597 pessoas atendidas. O valor médio recebido por família é de R$ 676,40 por mês, o maior entre os municípios da região.
O benefício é calculado com base na composição familiar. Cada integrante garante um repasse de R$ 142, além de benefícios complementares destinados às famílias cuja renda ainda não atinge o valor mínimo de R$ 600. Entre os adicionais estão o Benefício Primeira Infância, que paga R$ 150 por criança de até 6 anos, e o Benefício Variável Familiar, de R$ 50 para gestantes e jovens entre 7 e 18 anos.
Além do Bolsa Família, 3.387 famílias de Maringá recebem o Auxílio Gás. O benefício, atualmente de R$ 110, representa um repasse mensal superior a R$ 372 mil no município. Dados apresentados pelo Conselho Municipal de Assistência Social (Comas) revelam que mais de 10 mil famílias maringaenses vivem em situação de extrema pobreza, com renda mensal inferior a R$ 109 por pessoa.
O levantamento, baseado no Cadastro Único (CadÚnico), mostra que o número de famílias cadastradas cresceu 2,9% entre janeiro e abril deste ano, passando de 48.774 para 50.180 registros.
A maior concentração está justamente nas faixas de menor renda. As famílias com renda de até R$ 109 por pessoa aumentaram de 9.752 para 10.125 no período. Já aquelas com renda entre R$ 109,01 e R$ 218 somam 12.439 famílias.
Ao todo, mais de 22 mil famílias cadastradas vivem com renda de até R$ 218 por pessoa, perfil que concentra os beneficiários do Bolsa Família e evidencia o cenário de vulnerabilidade social atendido pela rede de assistência do município.
Segundo a coordenadora da Gerência do Cadastro Único, Ana Brito, o aumento dos registros está relacionado às mudanças promovidas pelo governo federal nas regras de cadastramento e atualização de dados, como a exigência de biometria, além da intensificação das ações de busca ativa realizadas pelo município. (Da Redação)
