
Maringá encerrou o primeiro semestre de 2026 com 73,3% da frota tributável em dia com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). O índice coloca o município entre os principais do Paraná em percentual de quitação, próximo à média estadual, que chegou a 73% dos veículos regularizados.
Os dados são da Receita Estadual e mostram que mais de 3 milhões de veículos tiveram o imposto quitado até o fim de junho em todo o Estado. Atualmente, o Paraná possui uma frota tributável de cerca de 4,2 milhões de veículos.
O resultado também reflete a redução da alíquota do IPVA, promovida pelo Governo do Paraná no início deste ano. Em janeiro, o imposto passou de 3,5% para 1,9% do valor venal dos veículos, tornando o Estado um dos que possuem o menor IPVA do Brasil.
Com a diminuição da carga tributária, a inadimplência caiu em todo o Paraná. O número de proprietários que deixaram de pagar o imposto passou de 874,8 mil em julho de 2025 para 783,2 mil neste ano.
Além de beneficiar os contribuintes, a medida também teve impacto positivo na arrecadação estadual. Até 30 de junho, o Estado arrecadou aproximadamente R$ 3,79 bilhões, o equivalente a 83,5% dos R$ 4,5 bilhões lançados pela Receita Estadual para 2026.
Segundo o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, a combinação entre redução da alíquota e maior adesão ao pagamento fortalece a capacidade de investimento do Estado. “Esse é um resultado que fortalece as finanças do Estado e garante recursos para investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação, segurança e infraestrutura”, afirmou.
Entre os maiores municípios paranaenses, Curitiba lidera o ranking de quitação, com 75,6% da frota regularizada. Na sequência aparecem Cascavel (73,5%), Maringá (73,3%), Londrina (72,4%), Ponta Grossa (72,3%) e São José dos Pinhais (71%). No cenário estadual, o maior índice de adimplência pertence a Pérola d’Oeste, onde 86,4% dos proprietários já quitaram o IPVA de 2026.
ACIDENTES
Ainda, Maringá registrou 3.881 acidentes de trânsito no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). O número representa um aumento em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 3.553 ocorrências.
Apesar do crescimento no total de acidentes, o número de mortes no trânsito permaneceu estável. Assim como em 2025, 19 pessoas perderam a vida em acidentes registrados entre janeiro e junho deste ano. Já o número de feridos apresentou redução. Enquanto no primeiro semestre de 2025 foram registradas 927 vítimas com ferimentos, neste ano, esse total caiu para 540.
As estatísticas também apontam as vias com maior concentração de acidentes. A Avenida Colombo lidera o ranking, com 240 registros no primeiro semestre. Em seguida aparecem a PR-317, com 193 ocorrências, e o Contorno Sul, com 153 acidentes. As três vias são consideradas de grande fluxo de veículos e concentram parte significativa da movimentação urbana e regional.
Alexia Alves
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