A Polícia Civil deflagou nesta terça-feira a Operação “Grão de Ouro”, para desarticular um esquema criminoso de desvio de cargas de farelo pertencente a empresas do setor do agronegócio. Só em uma empresa o grupo deu prejuízo superior a R$ 6 milhões.
Os policiais, de posse de 14 mandados de busca e apreensão, estiveram em Maringá, Alto Paraná, Nova Esperança, Paiçandu e São Pedro do Paraná. Durante a operação foram apreendidos R$ 48 mil em espécie, veículos, embarcações, armas de fogo e munições. Constam ainda da relação de bens apreendidos, quatro caminhões, três automóveis, um trator, um quadriciclo, uma lancha, dois jet-skis e três reboques.
Entre os investigados estão funcionários de empresas, que estariam atuando para burlar os sistemas internos de controle de carga e descarga dos caminhões.
De acordo com o delegado Rafael Moraes Tavares, responsável pelas investigações, a fraude ocorria com a entrada de caminhões com carrocerias vazias e a saída já carregados com farelo de milho, sem que os proprietários percebessem que estavam sendo furtados na pesagem.
O poder Judiciário determinou o bloqueio de R$ 4,8 milhões nas contas dos suspeitos, além do cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão domiciliar e 10 ordens de busca para apreensão de carros, caminhões e reboques. As medidas garantem a reparação dos danos financeiros causados pelos golpistas. Não houve prisão preventiva nessa fase da operação.
Na anterior, deflagrada em novembro de 2025, alguns integrantes do grupo criminoso foram presos e autuados em flagrante por furto qualificado.
Foi a partir dessas prisões que a Polícia Civil do Paraná identificou a existência de uma rede criminosa hierarquizada, com clara divisão de tarefas em núcleos e movimentações financeiras milionárias. O grupo usava mecanismos complexos para lavar dinheiro e pulverizar o resultado dos furtos entre seus integrantes. Havia até transações simuladas de imóveis com a utilização de “laranjas”.
Da Redação
Foto – PCPR



