Maringá gera 3,4 mil vagas de emprego de janeiro a setembro

Maringá acumulou a criação de 3.426 empregos com carteira assinada entre janeiro e setembro de 2026. O resultado corresponde à diferença entre as 85.172 admissões e os 81.746 desligamentos registrados no município nos nove primeiros meses do ano. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos formais na cidade, concentrando quase metade do saldo positivo do período. Ao todo, foram 1.702 novas vagas, o equivalente a aproximadamente 49,7% dos postos de trabalho criados em Maringá. O segmento registrou 40.692 contratações e 38.990 desligamentos entre janeiro e setembro.
A construção civil aparece na segunda posição, com saldo positivo de 987 empregos. No período, foram contabilizadas 8.128 admissões e 7.141 demissões, o que representa aproximadamente 28,8% das vagas geradas no município.
Na sequência está o comércio, que abriu 377 postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 22.671 contratações e 22.294 desligamentos. A indústria também apresentou desempenho positivo, com saldo de 368 empregos, após registrar 13.432 admissões e 13.064 demissões.
A agropecuária foi o único setor da economia maringaense a apresentar resultado negativo no acumulado dos nove primeiros meses de 2026. Foram 249 contratações e 257 desligamentos, o que levou ao fechamento de oito vagas.
Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, Maringá encerrou setembro com um saldo de apenas 47 empregos formais. No mês, foram registradas 8.465 admissões e 8.418 demissões.
O comércio foi o único setor a apresentar crescimento na geração de vagas, com saldo positivo de 178 postos de trabalho. O segmento contabilizou 2.415 contratações e 2.237 desligamentos.
Os demais setores fecharam o mês com mais demissões do que admissões. A indústria apresentou o resultado mais negativo, com saldo de menos 67 vagas, após 1.312 contratações e 1.379 desligamentos.
Na construção civil, foram registradas 730 admissões e 785 demissões, resultando no fechamento de 55 postos de trabalho. A agropecuária teve 27 contratações e 32 desligamentos, com saldo negativo de cinco vagas.
Já o setor de serviços, apesar de liderar a geração de empregos no acumulado do ano, também terminou setembro no vermelho. Foram 3.981 admissões e 3.985 desligamentos, resultando na perda de quatro postos de trabalho.
PARANÁ
No cenário estadual, o Paraná registrou a abertura de 81.755 empregos com carteira assinada entre janeiro e setembro de 2026. O resultado coloca o Estado na liderança da geração de empregos formais na Região Sul e na quinta posição no ranking nacional.
No comparativo com os demais estados da região, o Paraná ficou à frente de Santa Catarina, que abriu 73.572 vagas, e registrou mais que o dobro do saldo do Rio Grande do Sul, que encerrou o período com 35.018 novos postos de trabalho.
O resultado paranaense é consequência de 1.598.623 contratações e 1.516.868 desligamentos nos nove primeiros meses do ano. Somente em setembro, o Estado abriu 5.800 vagas, com 161.790 admissões e 155.990 demissões. Com isso, o Paraná chegou a um estoque de 3.312.429 trabalhadores com carteira assinada.
Assim como em Maringá, o setor de serviços liderou a geração de empregos no Estado. Foram 48.939 novas vagas, seguido pela indústria, com 17.765, construção civil, com 10.590, e comércio, com 5.229. A agropecuária foi o único segmento com saldo negativo, registrando o fechamento de 768 postos de trabalho.
Em setembro, todos os setores da economia paranaense apresentaram resultados positivos. Os serviços lideraram, com 2.340 vagas, seguidos pelo comércio, com 1.342, indústria, com 1.216, construção civil, com 725, e agropecuária, com 177 novos empregos.
Em todo o País, foram criados 1.248.914 empregos com carteira assinada entre janeiro e setembro de 2026. Apesar do saldo positivo, o resultado representa uma queda de 27,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram abertas 1.731.398 vagas.
O desempenho é o menor saldo do Caged para os nove primeiros meses do ano desde 2020, quando foram fechados 775.557 postos formais de trabalho em meio à pandemia de covid-19.
Todos os cinco grandes setores da atividade econômica brasileira apresentaram saldo positivo no acumulado de 2026. Os serviços lideraram, com 775.774 vagas, seguidos pela construção civil, com 207.434, indústria, com 188.563, agropecuária, com 51.893, e comércio, com 25.280.
Giovanna Marana
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