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“De bem” com os outros e “De mal” em casa

Os estranhos não carregam a nossa história. Ser gentil com os outros é importante e bom, mas isso não é a medida do nosso caráter. A bondade em casa é o nosso verdadeiro teste.

A verdade é que os estranhos não carregam a nossa história e não ativam as nossas feridas, não espelham de volta para nós a s partes nossas que viemos evitando por anos. Nosso cônjuge faz isso, nossos filhos fazem isso, nosso lar faz isso. Aqui está a verdade desconfortável que a maioria das pessoas tenta evitar, ou seja, a graciosidade guardada para estranhos não é bondade, é gerenciamento de imagem, é marketing. A medida real de quem nós somos não é o sorriso que damos ao outro, ao balconista, ao atendente ou mesmo ao cliente. A medida real de quem nós somos é o tom que usamos com os parceiros do nosso lar, das pessoas que nos amam.

E se hoje fosse o dia em que você parasse de existir… e começasse a VIVER? Não estou falando sobre consertar o que está quebrado. É sobre expandir quem você é. Nesse caso, penso que intelectualmente livre, emocionalmente inteiro, socialmente poderoso, racionalmente soberano. Quando falo isso mostro que protagonismo não entrega respostas prontas. Ele te ensina a fazer as perguntas certas e a construir as respostas que só você pode viver. Chega de se repetir, de ser sempre o mesmo. Faça diferente.

Relacionamentos terminam por algo conhecido como “entornou o copo”. A falta de pequenos milagres do dia a dia desgastam e corroem os sentimentos. Hoje em dia, as pessoas não têm tempo para dar tempo a quem importa, mas tem tempo para dar seu tempo a quem nem conhece e quer impressionar. Desistem de sua vida, desistem da família, desistem de tudo que construíram juntos. Sabe o que acontece? A pessoa simplesmente troca um problema por outro e por cima faz uma adição tremenda de um vazio existencial. A restauração e a mudança desse padrão geralmente exigem reconhecimento do problema, busca de ajuda profissional, terapia mesmo.

Isso acontece porque a pessoa usa sua energia para agradar fora, buscando aprovação social, e fica exausta emocionalmente em casa, onde se sente “segura” para agir sem filtros. A pessoa não está bem consigo mesma e projeta essa insatisfação nos mais próximos. O comportamento “de mal em casa” pode ser um reflexo da sensação de ser forçado a obedecer ou agir contra a própria vontade em outras esferas da vida. Isso causa um conflito interno, trata-se de uma força que parece colocá-lo bem com os outros, mas em conflito consigo mesmo. Esse padrão é prejudicial para as relações familiares e indica que o verdadeiro “bem” não está ocorrendo. A harmonia real começa com a paz interior, não com a aprovação externa. 

Aqui está uma dualidade comportamental, onde o indivíduo é sociável, amável ou bem-sucedido publicamente, mas abusivo, agressivo ou frio no ambiente familiar. Geralmente, reflete um mecanismo de controle, necessidade de aprovação externa ou distúrbios de personalidade, escondendo o mau comportamento privado para manter uma imagem social ilibada. Aqui vemos uma imagem amigável, educada e feliz socialmente “de bem com os outros”, mas agressivo, insatisfeito ou desagradável no ambiente familiar, que chamo aqui “de mal em casa”. Geralmente isso reflete uma máscara social, onde a pessoa esgota sua paciência na rua e desconta frustrações internas em quem é próximo, indicando falta de paz consigo mesma.

A nossa diferença de bondade é esse carinho com as pessoas de casa, a paciência que oferecemos quando nossos filhos estão sobrecarregados. É a suavidade que escolhemos nos dias em que nossos egos querem ferir. Bondade com estanhos pode fazer as pessoas gostarem de você. Bondade para com o seu cônjuge torna você confiável. Bondade para com os outros cria uma imagem. Bondade em casa cria caráter.

Se formos gentis em todos os lugares, exceto em nossa própria casa, isso não é bondade, é performance, é gerenciamento de imagem vestido de virtude.

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

  • Gilclér Regina palestrante de sucesso, escritor com vários livros, CDs e DVDs que já venderam milhões de cópias e exemplares no Brasil, América, Ásia e Europa. Clientes como General Motors, Basf, Bayer, Banco do Brasil, Grupo Silvio Santos, entre outros…  compram suas palestras. Experiências no Japão, Portugal, Estados Unidos, entre outros países… 5000 palestras realizadas no país e exterior. Atualmente no top 10 dos livros mais vendidos no ranking do Google.

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