
Maringá possui 2.267 pessoas sem o nome do pai registrado na certidão de nascimento, segundo dados levantados no Painel Pais Ausentes, da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). O número representa cerca de 3% dos 69.361 nascimentos registrados no município entre 1º de janeiro de 2016 e 22 de julho de 2026.
Somente em 2026, até o dia 22 de julho, Maringá registrou 384 nascimentos. No mesmo período, foram realizados 24 reconhecimentos de paternidade, conforme os dados disponíveis.
Em todo o Paraná, o cenário envolve 72.972 pessoas sem o nome do pai na certidão de nascimento. Para ampliar o acesso à regularização documental, a Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR) abriu inscrições para a edição de 2026 da campanha Meu Pai Tem Nome, iniciativa do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege).
A campanha oferece atendimento jurídico gratuito para famílias que buscam o reconhecimento de paternidade, seja por vínculo biológico ou socioafetivo. O serviço também inclui a possibilidade de realização de exame de DNA por meio de laboratório conveniado.
As inscrições podem ser feitas pela plataforma online Luna. Para solicitar atendimento, o interessado deve acessar o sistema e informar “Meu Pai Tem Nome” no campo de solicitação, que direcionará o usuário ao formulário específico da campanha.
O programa Reconhecendo Direitos, da Defensoria Pública, é responsável pelo atendimento e acompanha todo o processo de regularização da documentação, incluindo orientações jurídicas e a possibilidade de gratuidade na emissão da segunda via de documentos em cartório.
Nos casos em que houver necessidade de exame genético, a família solicita o procedimento pela plataforma e aguarda o contato da Defensoria para o agendamento da coleta. O teste só é realizado quando todas as partes envolvidas concordam. Também existe a possibilidade de exame pós-morte quando o suposto pai já faleceu, mediante fornecimento voluntário de material genético por dois parentes diretos.
A iniciativa também atende filhos maiores de 18 anos que buscam o reconhecimento da paternidade. O serviço, porém, não contempla casos de negativa de paternidade.
A campanha Meu Pai Tem Nome chega à quinta edição em 2026. Em todo o Brasil, mais de 33 mil atendimentos já foram realizados. No Paraná, a Defensoria Pública informa que mais de 4 mil casos foram atendidos por meio do programa Reconhecendo Direitos.
Além do atendimento jurídico, a ação promove orientação sobre paternidade responsável e os direitos de crianças, adolescentes e famílias. Moradores de qualquer município do Paraná também podem solicitar atendimento pela plataforma online da Defensoria Pública.
Da Redação
Foto – Daniel Caron
