PCPR desmantela esquema de transporte de armas e drogas
O alvo da operação deflagrada em Maringá foi uma família ligada ao transporte de armas e drogas para criminosos do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Paraná descobriu a existência de uma estrutura gigantesca que utilizava Maringá como base para o transporte de grandes carregamentos de drogas e armas destinados a criminosos do Rio de Janeiro. O esquema envolvia uma família, empresas de fachada, caminhões, veículos usados como “batedores” e movimentações financeiras milionárias.
De acordo com os investigadores, a família criou uma transportadora com a finalidade específica de fazer o transporte ilícito. Na operação deflagrada nesta sexta-feira, os agentes cumpriram mandados judiciais em Maringá, Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e outros dois estados – São Paulo e Rio de Janeiro.
Ao todo, foram cumpridas 14 ordens judiciais de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão. Foi o resultado de uma longa investigação que começou em fevereiro desse ano, com base em provas obtidas durante prisão de um traficante em dezembro de 2025.
O homem era responsável pelo transporte de grandes carregamentos de drogas e armas de Curitiba para comunidades dominadas por organizações criminosas no Rio de Janeiro. E com o avanço das apurações, os investigadores identificaram a reorganização do esquema criminoso e a existência de uma estrutura logística que passava diretamente por Maringá.
“O aprofundamento das investigações revelou que, com aquela prisão, a lacuna operacional foi imediatamente absorvida por outro indivíduo, o qual passou a responder diretamente pela logística de escoamento das cargas ilícitas no eixo Maringá–Curitiba–Rio de Janeiro, contando com a participação de sua companheira e de seus quatro filhos, cada qual incumbido de função específica na estrutura”, detalha o delegado da Polícia Civil do Paraná, Victor Loureiro Mattar Assad.
Ao longo do processo investigatório, a Polícia Civil realizou grandes apreensões de drogas e armas nas regiões metropolitanas de Maringá e Curitiba. A Polícia Civil apurou que o homem apontado como líder do núcleo familiar com base em Maringá teria criado uma identidade civil fictícia, usando documentos falsos. Com esse nome fictício ele teria constituído uma transportadora de fachada, que servia para viabilizar o transporte ilícito de armas e drogas e também para lavar dinheiro do crime organizado. Outro membro da mesma família abriu empresas de fachada também na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, onde policiais do Paraná e São Paulo estiveram cumprindo ordens judiciais nesta sexta-feira.
O esquema de transporte de drogas e armas para o Rio de Janeiro era operado com equipes de batedores, que seguiam pelas rodovias à frente dos caminhões e repassavam, em tempo real, informações sobre a localização de postos da Polícia Rodoviária Federal e onde existiam blitze. O grupo criminoso teria movimentado só este ano 28,8 milhões. A transportadora apontada como núcleo logístico do esquema recebeu R$ 2,5 milhões em 2025 e outra empresa familiar, registrada em nome de dois filhos do maringaense investigado movimentou R$ 4,2 milhões entre 2025 e 2026.
Da Redação
Foto – PCPR



