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Trânsito de Maringá registra maior número de mortes em 12 anos

Trânsito chega a 38 mortes e registra pior índice desde 2014

Maringá registrou 38 mortes no trânsito entre janeiro e setembro deste ano, o maior número de óbitos para o período nos últimos 12 anos. Entre as vítimas, estão 10 pedestres, um ciclista, 24 motociclistas, um motorista e dois passageiros de motocicleta.

Na última semana, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), reuniu ações de conscientização e segurança viária entre sexta-feira (25) e domingo (27) para a ‘Semana Nacional de Trânsito’.

A programação começou com um simulado de atendimento a vítimas de acidente de trânsito, que contou com equipes de resgate e mostrou os procedimentos realizados durante uma ocorrência.

No sábado (26), a 3ª Motociata da Paz reuniu motociclistas em uma ação voltada ao respeito entre motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Também foi realizada uma inspeção veicular gratuita na Praça Raposo Tavares, com avaliação de 40 itens dos veículos.

 A motociclista e participante da atividade Wal Rossi ressaltou que quem está sobre duas rodas está mais exposto em caso de acidente. “A motocicleta deixa a gente mais vulnerável no trânsito, por isso precisamos respeitar as leis e também respeitar quem está ao nosso lado. Existe espaço para todos, mas é preciso que cada um faça a sua parte. Um evento como esse ajuda a lembrar que, independentemente do veículo que a pessoa está usando, precisamos respeitar a vida.”

A concentração ocorreu na Praça Raposo Tavares e, de lá, os participantes seguiram até a Praça dos Três Poderes, em Sarandi. Durante o trajeto, vítimas de acidentes foram lembradas pelos participantes.

Entre as principais reivindicações apresentadas durante o ato estão o aumento da fiscalização, o respeito às leis de trânsito e o fim do uso do celular ao volante. Familiares de vítimas também participaram da manifestação e defenderam medidas que possam evitar novos acidentes e mortes.

A mobilização ainda arrecadou alimentos, que serão destinados a famílias que enfrentam dificuldades após a perda de um familiar em acidente ou que possuem pessoas acamadas.

A programação terá uma atividade extra no dia 11 de outubro, com o 2º Passeio Ciclístico Pedalando pela Vida. O percurso será de cinco quilômetros, com concentração às 9h, em frente à Fundação Luzamor, na Rua Neo Alves Martins. A participação é gratuita e aberta à comunidade.

Da Redação
Foto – Reprodução

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