
Os investigadores também examinaram dispositivos eletrônicos, dados telemáticos e informações financeiras sobre a família e ouviram dezenas de testemunhas, para mapear a dinâmica da emboscada. Os quatro homens executados com tiros de armas de vários calibres, tinham ido ao pesqueiro da família no distrito de Vila Rica do Ivaí em 5 de agosto de 2025, para receber uma dívida de R$ 255 mil. Os quatro ficaram de voltar no dia seguinte para receber o dinheiro relativo a 10 notas promissórias não resgatadas.
O agricultor Alencar Gonçalves de Souza Giron estava com dificuldade de receber e um amigo o aconselhou a contratar especialistas da área. Ele fez o recomendado, contratou em São Paulo os três cobradores que viajaram de São José do Rio Preto (SP) para Icaraíma, no Noroeste do Paraná.
Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira se encontraram com Alencar em uma lanchonete no centro de Icaraíma no dia 5 e de lá seguiram para o pesqueiro dos Buscariollo no distrito de Vila Rica do Ivaí. A receptividade do fazendeiro e ex-vereador foi fria e prometendo receber de qualquer jeito, o credor e os cobradores ficaram de voltar no dia seguinte. Em 6 de agosto, perto do meio dia, os quatro foram mortos a tiros em uma emboscada, antes de descer do carro.
No curso das investigações a Polícia Civil do Paraná concluiu que Antônio Buscariollo comandou as execuções, com a participação dos filhos Paulo Ricardo, Carlos Henrique e Carlos Eduardo. Depois dos assassinatos, os responsáveis teriam organizado a ocultação dos corpos e do veículo utilizado pelas vítimas, além de adotar medidas para eliminar vestígios e dificultar o trabalho policial. A caminhonete Fiat Toro utilizada pelas vítimas foi encontrada enterrada em uma estrutura clandestina, semelhante a um bunker, em uma região de mata. Os corpos foram localizados 45 dias depois do crime, enterrados próximo ao bunker.
Da Redação
Foto – Umuarama Ilustrado



