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Justiça mantém pista emborrachada do Parque do Ingá até avaliação pericial

A Justiça determinou que a pista emborrachada do Parque do Ingá não seja retirada até que sejam esclarecidos os possíveis impactos da remoção sobre a perícia em andamento. A decisão, assinada em 8 de outubro, estabelece que o perito responsável pelo caso deverá avaliar se a retirada do material pode prejudicar a produção de provas e a elaboração do laudo técnico.

O pedido de remoção da pista foi apresentado pela Prefeitura de Maringá, mas permanece pendente de análise judicial. Antes de decidir sobre a solicitação, a Justiça pretende verificar se os elementos já reunidos são suficientes para preservar as provas necessárias à investigação.

O perito Gabriel Heckler Piedade terá prazo de 10 dias para responder aos questionamentos apresentados. Entre os pontos que deverão ser esclarecidos estão a necessidade de novas diligências, inspeções ou levantamentos no local e a possibilidade de a retirada do revestimento comprometer a elaboração do laudo ou as respostas aos quesitos formulados no processo.

O profissional também deverá informar se serão necessárias novas vistorias e quais medidas deverão ser adotadas para garantir a preservação das provas durante uma eventual remoção do material. Após a manifestação do perito, as partes envolvidas no processo terão mais 10 dias para apresentar seus posicionamentos.

A perícia em andamento busca esclarecer questões técnicas relacionadas à drenagem, à manutenção das pistas e às causas dos problemas identificados no Parque do Ingá.

Como parte do procedimento, a Prefeitura de Maringá também foi intimada a apresentar documentos técnicos e o histórico de manutenção do parque. Caso esses registros não existam, o município deverá informar essa condição à Justiça.

A decisão também prorrogou por mais 30 dias o prazo para a entrega do laudo pericial e autorizou o levantamento de metade dos honorários do perito. Até que sejam apresentados os esclarecimentos técnicos solicitados, a pista emborrachada deverá permanecer no local. A autorização para a retirada do material dependerá de nova análise judicial.

Giovanna Marana
Foto – PMM

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