Policial

MP investiga ataques a alunos bolsistas de Medicina

Os ataques com mensagens de cunho nazista tinham como alvo alunos bolsistas do curso de medicina

Nas mensagens ameaçadoras, estudantes da instituição, que o Ministério Público Federal trabalha para identificar, fazem comentários ofensivos contra os alunos que ingressaram no curso de Medicina da UniCesumar, instituição privada de ensino superior, através do Programa Universidade para Todos (ProUni).

As mensagens foram enviadas no último domingo logo após a divulgação do resultado da eleição presidencial. Em uma das publicações o estudante sugere superioridade de quem paga mensalidade em relação aos bolsistas. “Quem paga trabalhou e tem 15 mil [reais] por mês para pagar >>>>>>> Quem passou numa provinha estuda de graça”, escreveu o aluno, em mensagem compartilhada em grupos supostamente ligados a célula nazista.

Uma aluna saiu em defesa dos beneficiários do ProUni dizendo que “todos terão a mesma formação independente da forma de ingresso e parece bonito ofender quem não tem dinheiro para pagar toda a mensalidade como vocês. Todo mundo aqui vai sair com o CRM” (registro profissional de medicina). O Ministério Público investiga a denúncia com a colaboração da própria instituição e apoio do Conselho Regional de Medicina do Paraná, que se manifestou através de nota oficial.

“Tais atitudes ferem diretamente os princípios fundamentais do Código de Ética do Estudante de Medicina, segundo os quais o estudante deve estar a serviço da saúde do ser humano e da coletividade, exercendo suas atividades sem discriminação de qualquer natureza”, diz o CRM.

Em nota, a UniCesumar reafirma seu compromisso com a ética, com a responsabilidade, e com o respeito à vida e aos valores que orientam a formação de seus estudantes, e repudia veementemente qualquer forma de discriminação ou preconceito. “A universidade esclarece que abriu sindicância para apuração do caso, e adotará todas as providências cabíveis, em conformidade com seus regulamentos internos e princípios éticos. Cumpre ainda informar que o grupo de WhatsApp, no qual circularam mensagens discriminatórias não tem qualquer vínculo com a Instituição, não se tratando de canal oficial desta”.

O documento ainda ressalta que: “E, considerando que o acesso ao grupo ocorre mediante o convite dos próprios participantes e, não é restrito à comunidade acadêmica, a universidade consegue identificar apenas os integrantes que fazem parte de seu corpo discente, cujos dados não serão compartilhados por questões legais e éticas relativas à confidencialidade”.

Da Redação
Foto – Ilustração

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